9 de agosto de 2015

Beda #06 - { Passou no RotaRoots 02 } Sobre o dia que eu comecei de novo do 0 ♥

Aproveitando que estou participando do BEDA, vou colocar em dia os temas da blogagem coletiva dos meses que eu não participei no grupo amorzinho ROTAROOTS do facebook.



Todo mundo nessa vida já passou por momentos em que  teve que recomeçar do zero, eu já recomecei varias vezes, cursos, histórias, o próprio blog,  a introdução desse texto...
Acho que a vida é feita de  grandes recomeços e encerramentos, onde tudo se abre para uma nova fase...

Acho que um grande recomeço na minha vida foi quando eu sai do ensino médio, essa fase posso chamar de céu e inferno facilmente.

Adolescência pode ser  a melhor ou pior fase da vida de alguém...A minha foi uma mistura dos dois e naquela época eu não tinha a cuca de hoje e não enxergava as partes boas de ser eu há uns 10, 13 anos atrás.

Eu passava por tanta coisa com as quais eu não sabia lidar, tantas coisas que me fizeram pensar que por mais que eu tentasse eu não seria boa o suficiente, tantas coisas que pouco ou muito influenciaram na pessoa que eu sou hoje, bem ou mal - fazendo um breve balanço a respeito - eu precisava passar por isso e me fazer uma pessoa melhor,  apesar de tudo.

Meu pai tinha problemas com a bebida, não era alcoólatra, bebia porque gostava, mas ele não era daqueles tipo de pessoa que bebia e fica sossegado  de buenas como diz minha amiga Day, ele trazia o inferno pra dentro de casa,  chegava brigando, agredindo e ofendendo verbalmente minha mãe, lembro como se fosse ontem da primeira situação que eu identifiquei como briga e o quanto  isso me desesperou e me fez pensar  coisas horríveis, me fez  ter  medo do meu pai, eu tinha 5 pra 6 anos, e 21 anos depois essa cena não sai da minha cabeça, depois dessa teve outras dezenas que não cabem nos dedos das minhas duas mãos. Em todas elas eu estava presente, em todas elas eu ficava horrorizada e me sentia super impotente, mas para não ser mas um problema pra minha mãe eu fingia que estava tudo bem, e talvez estava porque apesar de tudo eu tive uma infância maravilhosa, eu era bem pé de barro rsrsrs, brincava que nem moleque, tinha vários amigos que viraram pouquíssimos com o passar do tempo, mas ainda assim amigos, quando cheguei na minha pré-adolescência, a situação ainda era a mesma em relação ao meu pai, nada tinha mudado, eu  estava crescendo e tomando nota da situação em maior grau de entendimento e assim sendo eu fui experimentando em paralelo todas as situações da pré-adolescência e adolescência, primeiro amor, primeiro fora, primeira treta, bulliyng, inseguranças, primeiro namoradinho rsrs,  autoconhecimento, primeiro blog.

Acho que essa parte da vida define muito do que vem depois, nossa personalidade, nosso jeito de lidar com as diversas situações que aparecem em nossas vidas, eu chamo essa fase de vidafobia, eu simplesmente não sabia lidar com as situações, eu não comprava briga com o que eu acreditava, mesmo sabendo que era o certo para aquele momento, eu tinha medo das minhas opiniões, eu guardava todas para mim, sempre achava que qualquer coisas que saísse da minha boca não valia nada...Eu me sentia inútil na vida, eu não tinha expectativa de nada, não tinha ninguém pra dizer que eu valia a pena, porque eu não falava com ninguém sobre como eu me sentia, a minha volta era normal ter  pessoas muito, muito, muiiito próximas me dizendo a todo o tempo o quanto eu não servia pra nada.

Nessa época eu realmente cheguei a acreditar que não servia pra nada, que eu era um saco de batatas que respirava, o que influenciava super diretamente na minha autoestima, fazendo eu me enxergar sempre feia, sempre abaixo das outras meninas da minha idade, sempre  um passo a menos que os demais, me sentia toda errada.

Eu era zoada na escola e não me defendia, quase concordava com o que era dito sobre mim, por fora nem ligava e por dentro me sentia morta, intimidada, injustiçada, porque eu não tinha feito nada para essas pessoas fazer e falar o que faziam e falavam comigo, de mim.

Mas também foi uma das fases que eu me apeguei com Deus, que frequentei diversas igrejas e descobri que eu poderia encontra-lo em cada pedacinho de mim, em cada uma das minhas atitudes se pensadas com amor, independente da construção de concreto erguida em Seu Nome, e parei de ir às igrejas, rsrs, mas não larguei minha fé Nele.

O ensino médio passou, as feridas cicatrizaram, os problemas em casa estavam longe de se resolver, mas eu já tinha uma visão melhor da vida, comecei a fazer um curso de Comunicação Visual que abriu meus horizontes e antecipou meu caminho rumo a faculdade de publicidade e propaganda que eu faço hoje – (em um outro post eu conto como escolhi minha profissão ^_^ ) e acho que foi aqui que eu tive meus diversos recomeços e conclusões:

► Acredito que o tempo é o melhor remédio pra certas coisas sabe!? O tempo passou e as coisas melhoraram bastante, meu pai parou de beber, e a minha vida melhorou em praticamente em todos os aspectos e eu aprendi muitas coisas:

Que a fase do colégio passa;

Você não pode limitar suas possibilidades, mesmo que as pessoas a sua volta digam o contrário;

Tudo na vida tem o seu tempo certo de acontecer, e isso quer dizer que certas coisas podem não acontecer no mesmo ritmo da música, talvez essa música ainda não seja a “sua” música,   rsrs. Confuso, mas faz sentido, vai por mim!

Às vezes nós somos nossos próprios inimigos, saber quando estamos nos sabotando é fundamental, não fazemos isso porque queremos apenas não identificamos;

♣ Quando não temos com quem conversar em determinada situação, converse com Deus a linha dele sempre atende;

Ter medo da vida faz você  perder pequenos grandes momentos, que podem refletir no que você é hoje;

Na nossa adolescência temos a tendência de engrandecer situações que não são tão grandes assim, por justamente não ter a mínima noção das coisas, sério, depois que a gente ‘cresce’ – eu tenho 1,50, não cresci tanto assim – em certos momentos de reflexão a respeito do passado, você vai se sentir, muito, mas muito idiota rsrsrs;

A Vida é uma caixinha cheia de surpresas e de clichês, alguns deles maravilhosos, outros nem tantos, mas todos te proporcionaram grandes aprendizados.

Finalizando, a vida é um presente e devemos desfruta-los como tal, sei que nenhuma história é igual a outras, e que muitas histórias de vida são ruins, sem oportunidades para serem melhores, mas para aquelas que tem oportunidade de mudança:
Don’t Worry, Beee Happy  ♬ ♪ ♫
Beijinhos



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